
só me entrego às pessoas por duas razões. ou sou doida ou estou bêbada.
entornei todas as hipóteses que tínhamos para finalizar tudo com um único e simples beijo.
a força é só uma forma de equilibrar os ânimos quando se quer deixar de se gostar de alguém.
muita shame on you para a tua cara linda!
não sei fazer sem ti. carregar no play, a nossa música a tocar, num som acústico e lento. como se o massacre fosse mais duradouro. até perdurar. depois de me entregar a ti, apeguei-me, fiz de mim um movimento direccionado ao teu número de telemóvel. resultados? olhos molhados e falta de vontade.

será sempre até mudarem a cor dos teus olhos esverdeados. derreto. sem mais. estranharias se pegasse em ti e fugisse?
proporciona-me um momento de prazer mas não te vás embora a seguir.
a minha fraca habilidade para me afastar de ti não me larga. puxa-me. dá-me voltas e voltas. e por muitos meios, esforços e lutas parecem inconstantes estas vontades fortíssimas e dissimuladas. principalmente de apertar a tua saudade.
parecia-me mais um descongelar de sentimentos deitados cá para fora e depois de tudo não existe mais nada onde me agarrar. desculpa se exagero e os meus extremos são de deitar a cabeça para baixo e esculpir náuseas mas o medo de te perder era tanto que foi isso que deu cabo de tudo.
passava os dias a bater nas teclas com o destinatário correspondente a ti e sempre com o meu bafo a tabaco, com os lábios cheios de bâton do cieiro. via-me sempre da mesma maneira quando te olhava. e mais vale perder-te do que perder a consciência.
tirava férias na tua cama, debaixo dos teus lençóis.
o meu dia de hoje vai ser assim.
eu sei que o meu coração fala mais alto muita vez. que a vida que levo não é a mais sincera. não te sei escolher. se é ele se és tu. se és tu se é ele. mas, sei que ele me beija sempre da mesma forma e com a mesma força. depois daquela noite até me esqueci de ti.

quero maços e cinzeiros cheios.